El Nida
segunda-feira, 2 de março de 2009
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Te acordar
Sua intenção me abraçou antes mesmo de piscar
E gritou vermelho! bem maior que o sussuro
E ouvi amor, antes de cair no chão sentindo o vento que soou
Passou por mim....
Olhou de lado....
Viu o sangue....
"vim aqui pra te acordar".
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Morfina
Se sentir seco, ter apenas uma fatia de alma.
Fina demais...
Vivo e sou como deveria ser, uso o destino apenas para o que me convém.
Todos os momentos que importam, tudo que é banal, eu deixo para o acaso.
É mais fácil assim, pensar assim facilita.
E se for pra escapar, para não pensar e não sentir dor.
Uso minha morfina especial, meu destino.
E deixo que uma linha guie e que o chão ilumine meus pés.
E se ainda não me habituei ao mundo.
Ainda tenho a capacidade de admirar.
E a surpresa pode me sussurrar.
Que tudo que despercebi, não era necessário.
O Dono da Lua
Nem me interrompa por favor.
Poderia olhar ao seu redor uma vez?
Obrigado
Não deve ter encontrado nada mais importante
Do que uma xícara de café
Eu presumo....
E tudo que importa é achar uma porta pra abrir
Nada vai te satisfazer..
E nada que encontre é bastante para estar feliz
Vamos tentar outra vez..
Ouça as palavras do louco na rua
E se sinta maior do que é.
O Dono do mundo, de tudo e da Lua..
O problema é que ainda você deve estar
Sentado na sala, em cima de seus pés
E como já pude imaginar
Em uma das mãos a xícara de café.
Anoélis Vida Torta
Era Anoélis que mais uma vez se esquecia
De sua vida torta
Guardava algumas poucas notas
E no seu rádio ainda toca
Algumas poucas notas
De oito em oito horas
perdia suas memórias
Que ainda nem tinha vivido
pra saber se ia acontecer
E a vida lhe deu as costas
Sem sobrenome continua Anoélis Vida Torta
Composição: Ale, Daniel, Hélder e Bill, meus irmétas poúsicos e múãos! :)
domingo, 20 de julho de 2008
Divagações sob cagadas
Sempre achei que o momento certo de qualquer coisa é agora
Sempre me entedio de todos os momentos
Agora acho que qualquer momento sempre é o certo
Certos, errados, não importa
Passam...
Passam de novo e tudo vai pra trás
Sem logística nem conforto, tudo vai pra trás
Uma bagunça de emoções que já cansei de revirar
Sempre vem mais coisa nova, pronta pra virar velha
E se for coisa velha vira nova
E vira velha
E vai pra bagunça
E não me importa
Aonde ficam as erradas?
Que por nome são cagadas
Ficam escondidas
Guardadas em baladas
Fazem o sangue ferver
Te acordam a dentadas
E são pisoteadas
Pra você não esquecer que são erradas
E o certo pode muito bem ser o errado
Sempre achei que o momento certo de qualquer coisa é agora
Já escrevi isso, mas acho que não ficou bom
Agora sim vou escrever algo muito bom...
Pensando bem....vou dormir que ganho mais.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Pressão
Me faço essa pergunta todo dia
Posso desenhar, escrever, musicar
Pensar nem chega perto, vai do avesso
Pois pensando não me expresso
Pensando me impresso
Me digo como sou, misturo com o que fui
Expresso é um café, um trem que não dilui...
Posso declamar, cantar, pintar
Como tantos já fizeram muito bem
Tão grandes suas obras
Cegos, surdos, mancos, reis
Como eu posso me expressar?
Se os ponteiros não cansam de andar
E meu joelho cai tão lento em cima do segundo
Que no minuto não consigo me agarrar
Talvez se me esquecer de olhar em volta
E em vez de ar me estufar de emoção
Posso agarrar o minuto que passou e perceber
Que tudo é inspiração